Nossa história

No ano de 2001 eu André Luiz Rocha da Silva me afastei do grupo de Escoteiro Marcelo Maia, por motivos pessoais, pensava que não teria mais tempo para trabalhar com o grupo porque minha esposa estava grávida da minha segunda filha. Foi quando eu comecei parar um pouco mais em casa. Observava a quantidade de crianças que tinha no bairro praticamente sem fazer nada, as conseqüências eram brigas de criança com crianças, maus tratos por parte dos pais, mexiam nas fruteiras dos vizinhos e alguns fatos que nós ouvíamos dizer, que muitas crianças e adolescentes eram violentadas sexualmente por outros adolescentes do bairro e segundo as pessoas falavam que os próprios parentes das crianças sabiam e não tomavam nenhuma providência e outros exemplos que eles tinham era um grupo de adolescentes no bairro que se alcoolizavam, também nosso bairro sofria muito com a discriminação de ser um bairro violento e por isso nós éramos considerados marginais. Não tinha água encanada e até hoje ainda não tem, não tinha coleta de lixo e nem asfalto.
Com o passar do tempo os escoteiros construíram uma barraca de palha atrás da minha casa, para que eu pudesse dar treinamento nos fins de semana e às vezes nós passávamos meses sem usar a barraca. Foi quando minha esposa estava a 13 dias de resguardo, isso era dia 15 de setembro de 2001, num Sábado eu tive uma idéia de fazer uma atividade com as crianças da rua, chamei minhas duas sobrinhas (Xuxu e Preta) para convidar seus colegas para a atividade que iria começar às 14:00hs., mas quando foi às 12:30 tinham aproximadamente umas 30 crianças, eu tinha convidado alguns escoteiros, mas no dia eles não apareceram. Quando foi às 14:00hs. Dei inicio as atividades (com canções escoteiras, cabo de guerra, brincadeira da corrida e outras e no final fizemos uma merenda (pipoca e suco), eu pensei que por ai parava, mais para minha surpresa quando foi no outro Sábado às 11:30hs. às crianças já estavam na barraca me esperando para fazer as atividades; foi quando eu pensei, “meu Deus e agora”, desci e falei que só começava às14:00hs. e não às 11:30hs., quando foi às 14:00hs. mesmo com a garganta inflamada e um pouco com febre, comecei as brincadeiras e minha esposa Josina também começou a se envolver fazendo a merenda, isso ela estava com 20 dias de resguardo.
Bem, as reuniões foram seguindo, alguns escoteiros começaram a ajudar, com três meses de atividade fomos escolher o nome do Projeto, foi quando os escoteiros deram a idéia de se chamar PROJAC que significaria Projeto Jacarezinho, porque quando as crianças passavam para ir para a barraca atrás da minha casa, os vizinhos falavam: “os jacarezinhos já vão lá pra barraca, aí então o nome Jacarezinho.

Colaboradores e fundação do Projeto

Quando foi no ano seguinte eu tive que voltar para os escoteiros, mas como a Josina já estava atuando junto, o trabalho continuava a melhorar, mesmo sem imaginar que o PROJAC iria dar certo, fomos levando o trabalho em frente, com muitas dificuldades, porque a barraca era de palha e quando chovia, todos tinham que correr para casa, porque molhava tudo e o local não era muito bom. Mas nós tínhamos três grandes amigos, BHA, ARI E MESQUITA eram as únicas pessoas que acreditavam em nós na época, mas afinal, nem mesmo nós acreditávamos que o PROJAC iria dar certo. “Eu tenho o PROJAC como uma prova de Deus, porque quando eu saí dos escoteiros foi porque eu achava que eu não teria mais tempo para trabalhar com o grupo e de repente eu já estava nos escoteiros e já tinha outro trabalho que precisava de muita dedicação”.
Nos dois anos do PROJAC, já estávamos um pouco mais organizados, foi quando começamos a correr atrás do material para construir a casa do PROJAC, foram sete meses para conseguir o material. A Prefeitura deu o alumínio e a Câmara deu a madeira, para construir foi
Projeto Jacarezinho – PROJAC
Rua João Bento, 348 – COHABAM, – Cep: 69630-000. Benjamin Constant – Amazonas – Brasil
ESTADO DO AMAZONAS
MUNICÍPIO DE BENJAMIN CONSTANT ASSOCIAÇÃO PROJETO JACAREZINHO – PROJAC CNPJ: 07.391.806/0001-05


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